Por David Diogo
22/11/2018 - 14:49:44 - atualizado em 22/11/2018 às 14:50:09

Plano de Mineração do Pará é apresentado aos membros das comissões de Indústria e de Administração da Alap

14

O Plano de Mineração do Estado do Pará foi tema principal da reunião entre parlamentares membros das comissões de Indústria, Comércio, Minas e Energia (CIC) e de Administração Pública (CAP) da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) e representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme). O encontro ocorreu no órgão paraense e teve como finalidade compartilhar informações imprescindíveis para impulsionar o setor mineral no Amapá.

O Pará é o segundo estado minerador do Brasil e deve chegar à liderança com a plena operação do maior projeto de produção de minério de ferro do país. A indústria mineral representa 13% do PIB do Pará e é vetor de desenvolvimento. "Todo esse resultado é graças ao planejamento criado pelos poderes públicos e privados. Ainda temos muito empecilhos pela frente, mas nada que não consigamos superar. Hoje, temos municípios paraenses que estão se integrando a esse segmento tão importante para a economia do nosso estado, exemplo disso é Canaã, que iniciou sua produção no fim de 2016. Com isso, o Pará tem uma expectativa de ser o maior produtor mineral do Brasil até 2020 no ramo de produção de ferro. Queremos chegar a uma produção de 90 milhões de toneladas por ano", disse a coordenadora da Economia Mineral da Sedeme, Lívia Cavalcante.

Segundo o presidente da CIC, deputado Augusto Aguiar (MDB), o Plano de Mineração do Pará é exemplo de sucesso que o Amapá deve seguir para superar o que vem passando nos últimos anos. "O estado paraense criou ferramentas para o conhecimento da realidade de cada segmento da cadeia produtiva, desde a geologia até a transformação mineral. Isso proporciona informações primárias do setor, coisa que o Amapá iniciou e não deu prosseguimento. E o trabalho das nossas comissões visa justamente mudar essa realidade, cobrando dos poderes público e privado meios que possam progredir nesse aspecto", informou. "Sabemos que as realidades são distintas, mas isso não impede que o que deu certo aqui possa ser aplicado em nossa região em benefício da população", avaliou o presidente da CAP, deputado Fabrício Furlan (PCdoB).

A elaboração do Plano de Mineração do Pará iniciou em 2012 e no ano seguinte ocorreu a autorização da cobrança da taxa mineral. "Esse plano veio para apresentar as principais ações desenvolvidas por diversos setores da mineração. Dentro dele, a gente procurou agregar um pouco dessas atividades, mostrando as políticas públicas para o fortalecimento do setor mineral do nosso estado", relatou a coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental na Mineração da Sedeme, Marjorie Neves. O deputado Jory Oeiras, membro da CAP, destacou que é necessário um trabalho conjunto entre os dois estados. "O Amapá, assim como o Pará, é promissor, mas deve sair da acomodação. Somos sim o mais preservado, porém, a população padece em cima de uma grande riqueza. E esta secretaria tem papel fundamental nesse processo de crescimento do setor no Pará. Cobraremos dos órgãos competentes do Amapá uma mobilização para a realização de um trabalho de desenvolvimento como os daqui vêm fazendo há anos, onde os resultados são visíveis", comunicou.

A deputada Raimunda Beirão (PMB) elogiou o trabalho da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará e enalteceu o apoio do presidente da Casa, deputado Kaká Barbosa (PR). "As comissões da Assembleia Legislativa têm autonomia nas ações e isso é possível graças ao presidente Kaká, que sempre apoia o trabalho desenvolvido para o bem da nossa população. Não basta termos o estado mais preservado do país, enquanto seu povo vive nas condições precárias. Queremos crescimento, geração de emprego, renda, algo que venha colocar o Amapá num patamar de otimismo e desenvolvimento", ressaltou.


Foto: Gerson Barbosa

Facebook Twitter Google+ Email Addthis
DEPUTADOS