Por Everlando Mathias
04/04/2019 - 19:01:38 - atualizado em 04/04/2019 às 19:02:04

Comissão de Direitos Humanos discute em audiência pública abastecimento de água no Amapá

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa aprovou na sessão desta quinta-feira (04/4/19) a realização de audiência pública para tratar sobre a realidade do abastecimento de água no Estado. A iniciativa partiu do presidente da comissão, deputado Jaci Amanajás (MDB), que deseja conhecer as metas e diretrizes da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). O evento deve acontecer no dia 10 de maio, no plenário da Casa de Leis.
 
De acordo com o deputado, as constantes falta de água, a qualidade do produto, além do desperdício de água, foram alguns dos motivos que levaram a comissão a convidar o presidente da companhia Valdinei Santana Amanajás, e o corpo técnico, a esclarecer os pontos questionados. 
Segundo a companhia, os macapaenses consomem 250 litros de água por dia, mais de 50% da média nacional, que é de 160 litros. O número é ainda mais alarmante quando comparado ao estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado em 2018, que aponta Macapá como a cidade brasileira que mais desperdiça água tratada, 73,91%.
 
Quanto ao índice de abastecimento regular de água tratada por redes de distribuição, o Amapá tem apenas 58,9%; ou seja, 122 mil dos 207 mil domicílios são atendidos pela cobertura canalizada. No país, o indicador chega a 97,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os demais domicílios ainda são abastecidos por poços (35,5%), água retirada de rios e lagos, entre outras modalidades. "Acho importante a participação da comissão nessa grande discussão que atinge a população do Amapá", frisou Jaci Amanajas.  

O deputado Paulo Lemos (Psol), destacou que a companhia passa por um momento difícil. "Estamos acompanhando graves problemas de abastecimentos de água na cidade de Macapá", citou o deputado. ?Queremos saber onde está o problema, se a arrecadação não cobre as despesas; vamos tentar encontrar uma saída para o problema", frisou o deputado, que no momento não vislumbra a privatização da companhia.

"Os problemas enfrentados pela empresa dificulta o processo de privatização, precisamos no momento é de investimentos do Estado e da União", sustentou Paulo Lemos. O parlamentar acredita que uma das possibilidades para oxigenar a estatal é buscar o apoio da bancada federal para a liberação de emendas impositivas, e sugeriu a comissão a convidar para a audiência pública o juiz federal João Bosco, que acompanha a questão.  

O deputado Charle Jhony (PR) reconhece a deficiência na distribuição de água na capital. "Precisamos saber se o problema é gestão ou financeiro", enfatizou o deputado.
 
A deputada Audilene Sousa (PPL) citou o caso da comunidade do Anauerapucu, às margens do rio Amazonas. Sem poder contar com a rede de distribuição da Caesa, o vilarejo sofre com a escassez de água tratada.



Fotos: Gerson Barbosa

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