Por Everlando Mathias
07/05/2019 - 19:25:20 - atualizado em 07/05/2019 às 19:26:30

Comandante do 4º Distrito Naval cumpre agenda no Amapá e fala sobre a navegação em lama fluido

04

Cumprindo o protocolo de apresentar-se as autoridades dos estados que compõem o 4º Distrito Naval (Amapá, Pará, Maranhão e Piauí), o comandante Vice-Almirante Newton de Almeida Costa Neto, acompanhado do Comandante da Capitania dos Portos do Amapá, Fernando Cezar da Silva e do Diretor Presidente da Companhia Docas de Santana (CDSA), Glauco Mauro Cei, esteve na manhã desta terça-feira (07/5/2019) na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, sendo recebidopelo presidente da Casa, deputado Kaká Barbosa (PR) e ocupou a Mesa Diretora.

O Vice-Almirante Newton, ocupou a tribuna da Casa durante o grande expediente na sessão ordinária e expôs aos parlamentares o atual quadro da Marinha e investimentos no Amapá. Falou sobre o seminárioque será realizado nos dias 17 e 18 de julho, no Sebrae/AP, para discutir a navegação em lama fluida, que é vista por muitos portos como um problema que gera gastos significativos, mas, pode se transformar em uma solução bastante viável em termos de custos e ecologicamente correta para os portos de estuário. 

De acordo com o comandante, o tema será discutido pela Marinha do Brasil com a presença de várias autoridades e demais entidades de setores público e privado com o propósito de aprofundar os conhecimentos quanto à viabilidade da navegação em lama e que vai fazer a diferença para a navegação e economia do Estado do Amapá. "Cada centímetro escavado para navegação, significa toneladas a mais nos navios. São vários benefícios para o Estado", comentou.

A navegação em lama fluída pode ser uma grande alternativa para os portos estuarinos reduzirem os custos com dragagens e se encaixa na realidade do Porto de Santana. A lama fluída é uma suspensão altamente concentrada de sedimentos finos com baixa densidade que possui leve tendência de sedimentação, presente no fundo de portos situados em estuários.

No Brasil, a deposição desses sedimentos é vista como um problema para a navegação em portos de estuário que obriga as autoridades portuárias a investir pesadamente em dragagens para a sua retirada. No entanto, existem técnicas que permitem a navegação em lama fluida, uma solução mais prática e, principalmente, mais barata que a dragagem.  

"O tema é complexo e exige muita atenção e estudos apurados, não apenas por parte da autoridade marítima, mas de todos os envolvidos?, frisou o Vice-Almirante Newton, explicando que a lama fluida tem influência no calado dos navios que navegam pela barra norte e passam pelo porto de Santana (AP).
 
De acordo com a Marinha, em 2018 cerca de 1,3 mil navios passaram pela barra norte e essa estatística pode aumentar. "No bom momento do nosso minério, tínhamos 150 navios atracando no Estado do Amapá e o restante passando direto. Estes navios que atracavam aqui contribuíam para aquecer a economia. É uma grande oportunidade para o crescimento econômico amapaense", frisou Glauco Cei. 

 
Fotos: Gerson Barbosa

Facebook Twitter Google+ Email Addthis
DEPUTADOS