Por Everlando Mathias
13/05/2019 - 15:04:41 - atualizado em 13/05/2019 às 15:53:19

Especialistas e pacientes discutem a Fibromialgia em audiência pública na Assembleia Legislativa

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Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (13/5/2019), no plenário da Assembleia Legislativa, foi discutido a conscientização e enfrentamento à síndrome da fibromialgia, doença que faz a pessoasentir dores por todo o corpo durante longos períodos, sensibilidade nas articulações, nos músculos e nos tecidos moles. "A principal meta da audiência pública é conscientizar a sociedade e, principalmente, o público portador desta doença incurável que sofre com dores generalizadas, fadiga, falta de disposição e energia, cefaleia, alterações de sono, distúrbios emocionais e psicológicos, entre outros sintomas", frisou o autor da proposição, deputado Diogo Sênior (PMB).

Segundo o parlamentar, o sofrimento, a discriminação e a falta de apoio para com os portadores da doença o motivou a discutir o tema na Casa de Leis. "Agora, vamos trabalhar um projeto de lei para garantir os direitos aos portadores da fibromialgia doença, dando prioridade em atendimentos para pagamento de contas, vagas em estacionamentos entre outros", destacou Diogo Sênior.
 
Profissionais da saúde, especialistas e portadores da doença, além de estudantes de escolas da rede estadual de ensino participaram do debate. De acordo com o deputado, a fibromialgia não tem cura,mas é possível fazer o controle. "A fibromialgia é uma doença crônica provocada por dores fortes em todo o corpo e por tempo contínuo", contou o deputado.

A fibromialgia atinge 3% da população brasileira, a maioria mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos. A razão para essa incidência não é clara, já que não parece haver relação com hormônios.

Participaram da audiência o médico Marco Túlio, membro titular da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o neurocirurgião e membro titular da Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Cefaleias, Isaías Cabral, os deputados Dr. Jaci (MDB) e Dr. Furlan (PTB), o fisioterapeuta Fábio Roberto, que compõem a equipe multidisciplinar que trabalha com as vítimas da fibromialgia, onde sustentou que o impacto da doença na vida das pessoas pode ser amenizado a com o trabalho de fisioterapia.
 
A advogada Aline Souza, destacou que a doença prejudica o dia a dia dos portadores com a síndrome, impactando negativamente nos aspectos social, profissional e afetivo.
 
Portadora da síndrome há cinco anos, Maria do Socorro Souza Pereira, moradora do município de Porto Grande, distante 110 Km da capital Macapá, elogiou a iniciativa do deputado por lembrar das pessoas que sofrem com a doença.  

Bastante emocionada, a professora Elizangela Ferreira, 47 anos, que convive com a doença desde 2007, relatou as dificuldades de viver o dia a dia com a enfermidade, principalmente pela discriminação no trabalho. "A grande tristeza é que a gente passa por muita humilhação porque ninguém acredita na doença", contou. 


Fotos: Gerson Barbosa

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