Por Everlndo Mathias
29/05/2019 - 08:08:00 - atualizado em 29/05/2019 às 08:08:23

Comissão de Saúde busca informações sobre o diagnóstico de dengue, zica e chikungunya

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A preocupação com o serviço ofertadado a população nos municípios amapaenses e a agilidade no diagnóstico dos casos de dengue, foram os principais temas discutidos na Reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, realizada na na terça-feira (28/5/2019).

Os parlamentares devem trabalhar na elaboração de um diagnóstico da saúde pública em todas as unidades dos 16 municípios. ?Usuários da rede de saúde pública de Vitória do Jari denunciam que o atendimento na Unidade Mista de Saúde ocorre apenas durante o dia?, revelou o presidente da comissão, deputado Dr. Negrão (PP) e líder do governo na Casa de Leis. O parlamentar informou que procurou a Secretaria Estadual de Saúde que confirmou a denúncia. "Me passaram que há apenas um clínico geral e um pediatra para atender quase 12 mil habitantes", contou.

A proposta foi aprovada pelos demais membros da comissão. A visita deve acontecer ainda no mês de junho.
Com as chuvas, aumentam os casos de dengue, zica e chikungunya, principalmente, na região Norte. A demora no diagnóstico dessas doenças, preocupa a comissão de saúde que irá a Brasília para tratar com a coordenação nacional a disponibilização de teste rápido para o Estado do Amapá.

Os testes foram desenvolvidos este ano pela Fiocruz e melhora a eficácia do diagnóstico da dengue, zika e chikungunya. Com apenas algumas gotas de sangue, o aparelho revela o resultado em apenas 20 minutos. O teste deve chegar à rede pública de saúde em seis meses. "Quantos mais rápido o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento", justifica o deputado, Dr. Jaci (MDB).

A comissão de Saúde, também, aprovou o parecer das seguintes proposições: Projeto de Lei 0059/19, de autoria do deputado Oliveira Santos (PRB), que dispõe sobre a possibilidade de pessoas feriadas em acidentes de transito e outros acidentes serem encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros, ou assemelhado, para hospitais conveniados aos seus planos de saúde; e o Projeto de Lei 0022/19, de autoria da deputada Cristina Almeida (PSB), que torna obrigatório o registro de violência contra a mulher no prontuário de atendimento médico.

"É mais um instrumento para identificar e contribuir na luta da violência contra a mulher", defende o vice-presidente da comissão, deputado Paulinho Ramos (PR).


Fotos: Gerson Barbosa

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