Por Bianca Andrade. Gab. Dep. Cristina Almeida
31/05/2019 - 08:39:44 - atualizado em 31/05/2019 às 09:16:18

Sessão da Alap homenageia os 30 anos da corporação feminina da PM-AP

02

Por iniciativa do gabinete da deputada Cristina Almeida (PSB), a sessão ordinária de quinta-feira (30/5/2019) da Assembleia Legislativa prestou homenagem aos 30 anos de participação das mulheres na corporação da Polícia Militar do Amapá (PM-AP), ocorrido no dia 1º de junho de 1989.

A partir do ingresso da primeira turma de "Pfems" (sigla de polícia feminina), gradativamente as mulheres foram ocupando espaços maiores dentro da PM, atingindo as mais altas patentes e participando da administração pública em cargos de alto escalão.

Cristina Almeida faz parte dessa história, pois há 30 anos ela cerrou fileiras na primeira turma de Pfems e se emocionou ao falar na parte do "Grande Expediente". "Usar do grande expediente hoje é um motivo de grande felicidade e emoção para mim, falar da polícia feminina é falar um pouco da minha história de vida, pois tenho orgulho de ter sido policial militar", disse.

Cristina também ressaltou a luta das mulheres contra o preconceito e as conquistas que vieram com o passar do tempo, graças ao esforço e a garra de cada mulher que honra o fardamento da PM. Segundo a deputada, atualmente são cerca de 800 mulheres na corporação, ou seja, 25% de todo o contingente, mas ainda é pouco.

A coronel Palmira Bittencourt ao fazer o uso da palavra lembrou da amizade, do companheirismo e da união que existia entre as mulheres da primeira turma. Também lembrou das dificuldades e preconceitos que elas sofreram e fez uma retrospectiva cronológica da história das mulheres na corporação da PM e falou das conquistas que foram obtidas pelo esforço das pioneira, entre elas a deputada Cristina Almeida.

"É muito bom importante sermos lembradas, reconhecidas e valorizadas por tudo que fizemos. Em 1989, eram 80 alunas, 72 formaram e entraram para o quadro da PM. Nós sobrevivemos, lutamos e vencemos, e é muito bom chegar aqui e dizer que nós deixamos um bom legado para a polícia militar, porque foi graças a nossa união, manifestação e inquietação que foi possível mudar o cenário político em relação às mulheres na PM, que antes somente podiam chegar ao posto de capitão, enquanto os homens podiam crescer na carreira militar. Em 1996, nós conseguimos junto a esta casa de leis modificar a legislação e colocar as mulheres em igualdade de condições com os homens e formar um quadro único na corporação", concluiu.

A deputada aproveitou o ensejo e fez uma solicitação pública para que seja providenciada uma honraria por escrito pela Assembleia Legislativa e que o nome das policiais femininas que fizeram parte dessa turma fosse encaminhado à Casa para que elas possam receber um certificado com o nome de cada uma delas como homenagem pela passagem dos 30 anos de um acontecimento histórico tão importante não somente para as policiais que compuseram o elenco original, mas para toda a sociedade amapaense, na medida em que elas inauguraram a presença da mulher na corporação militar como combatentes efetivas da segurança pública em todo o estado.


Fotos: Gerson Barbosa

Facebook Twitter Google+ Email Addthis
DEPUTADOS