Por Everlando Mathias
27/08/2019 - 17:10:17 - atualizado em 10/09/2019 às 10:46:02

Comissões de Direitos Humanos e de Saúde da Assembleia Legislativa visitam o Hemoap e o CAF

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Em ação conjunta, membros das comissões de Direitos (CDH) e Saúde (CS) da Assembleia Legislativa realizaram na segunda-feira (26/8/2019), visitas técnicas ao Instituto de Hemoterapia do Amapá (Hemoap) e na Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), ambos do Governo do Estado.

Os parlamentares reuniram com a diretora presidente do Instituto, Ruimarisa Monteiro Pena Martins, no cargo há menos de 15 dias, e ouviram as demandas e mudanças que serão implantadas na nova administração. "Essa preocupação dos deputados com a saúde pública é importante", frisou Ruimarisa.

O deputado Dr. Jaci (MDB), presidente da CDH, recebeu elogios pelo trabalho que realizou por mais de 20 anos na administração do Hemoap. "É o único Riocentro hemocentro do Estado e vimos que o centro está organizado, mas precisa de ajuda e, por isso vamos trabalhar junto ao Governo do Estado, na busca de melhorias para o instituto", destacou Jaci.

Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Negrão (PP), a visita faz parte de um cronograma que será cumprido em todos os municípios, e são importantes para verificar in-loco as dificuldades que passa cada unidade de saúde. "Em virtude da mudança de administração, vamos procurar saber de que forma podemos contribuir para melhorar ainda mais os serviços realizado no órgão", destacou Dr. Negrão.

A deputada Aldilene Souza (PPL), parabenizou o trabalho desenvolvido pela nova administradora e questionou sobre os recursos financeiros disponíveis para o trabalho do órgão.
A diretora Ruimarisa Martins, explicou que o Hemoap é uma autarquia que trabalha com recursos de R$ 150 a 250 mil oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS), captado mensalmente e verbas do Governo do Estado, por intermédio do Fundo Estadual de Saúde (FES).

"A situação financeira não anda bem, o hemocentro deve quase um milhão de reais a empresa fornecedora de bolsa coletora de sangue e temos dificuldade de pagar a empresa que faz manutenção nas máquinas ", frisou a diretora Ruimarisa Martins.

Também foi questionado o serviço de captação de sangue, carro-chefe do instituto. De acordo com os números, hoje mais de 40 mil estão cadastrados como doadores de sangue, mas apenas 20%, são permanentes, ou seja, pouco mais de nove mil, o que não é suficiente para atender a demanda do Estado.

"Estamos preocupados com a situação atual da saúde pública no Amapá, por isso estamos aqui para oferecer apoio diante das principais deficiências da autarquia", destacou a deputada Cristina Almeida (PSB), membro da CDH, que recebeu uma demanda de um doador de sangue, referente a lei aprovada na Assembleia Legislativa sobre o uso do cartão do doador, que da direito a gratuidade no transporte coletivo.

A proposta é unificar o uso do cartão para atender os doadores na área urbana, intermunicipal e estadual e liberar o acesso aos beneficiários o direito à mais vale transporte. Hoje são concedidos apenas duas passagens diárias.

A deputada Cristina Almeida sugeriu discutir o tema na reunião da CDH com a presença do doador Ezequiel Ramos.
Outro tema que chamou à atenção, foi feita pela presidente da Associação de Pessoas com Doenças Falciforme, Ângela Barbosa.

Segundo ela, alguns exames essenciais para os portadores, não estão sendo realizados devido problemas em uma das máquinas.

09No CAF, os principais problemas apresentados aos deputados foi a falta de refrigeração no almoxarifado e a falta de pagamento aos fornecedores de medicamentos. "A falta de refrigeração no almoxarifado tem causado problemas, baixando o princípio ativo dos medicamentos", explicou Andréa Karla Lacerda, coordenadora do CAF.

De acordo com a coordenadora, são necessários a instalação de dez centrais de ar, mas no momento apenas três estão instaladas e uma funcionando. "O calor interfere na produção dos servidores, provocando uma rotatividade", comentou.

Das três câmaras frias usadas para armazenar e conservar os medicamentos na temperatura de 2 a 8 graus, apenas uma está funcionando.



Fotos: Gerson Barbosa

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