Por Emerson Renon
08/11/2019 - 08:25:24 - atualizado em 12/11/2019 às 16:31:28

Oiapoque (AP) - A mulher precisa ser mais presente no mercado de trabalho em Oiapoque, diz deputada Cristina Almeida.

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Durante a solenidade de abertura do II Encontro Transfronteiriço Mulheres, em Oiapoque, na noite de quinta-feira (7/11/2019), a presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa, deputada Cristina Almeida (PSB), disse que o homem é a ampla maioria no mercado de trabalho.

"80% dos empreendimentos em Oipoque são administrados por homens, e esse necessário precisa mudar e um dos aspectos proposto aqui foi investir na formação das mulheres para que elas possam avançar na área do empreendedorismo", destacou a parlamentar, logo após o encerramento do primeiro painel que tratou, justamente, o "trabalho da mulher na região de fronteira".

Para o deputado Paulinho Ramos (PL), que conduziu o painel, considerou o tema oportuno e abriu ampla discussão sobre a importância da mulher no mercado de trabalho. "Tivemos exemplos vitoriosos e todos conduzidos por mulheres, experiências de sucesso e que podem ser facilmente multiplicadas na região", ressaltou o legislador.

Além do deputado Paulinho Ramos, fizeram parte do primeiro painel a presidente da Associação Comercial do município de Oiapoque, Lilmanda Silva Campos, a articuladora dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e norte do Pará, Priscila Karipuna e a advogada de direiros internacionais, Ambras Lucas.

O depoimento de Priscila Barbosa Freitas (Karipunas), dos povos e organizações indígenas do Amapá e Pará, chamou atenção de todos. Segundo Priscila Karipunas, aumentou o índice de roubos e furtos aonlondo do percurso do Rio Oiapoque, nas proximidades das tribos que ficam às margrm do rio.

A série de assaltos tem provocados traumas nas índias, que passaram a ter medo de até deixarem maridos e filhos de saírem das aldeias para comercializarem os produtos confeccionados pelas indígenas.

"É uma preocupação nossa e solicitamos apoio da prefeitura para que leve psicólogos para desenvolvermos um trabalho para minimizar os traumos e elas retomarem suas atividades", contou Priscila Karipuna.

O II Encontro Transfronteiriço Mulheres tem continuidade hoje, com mais quatro painéis e a aprovação da Carta de Oiapoque.

Fotos: Kitt Nascimento

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