Por Emerson Renon
04/06/2020 - 14:47:26 - atualizado em 05/06/2020 às 21:28:30

Caso Karina: Procuradoria da Mulher da Assembleia solicita da polícia francesa informações sobre o assassinato de brasileira na Guiana

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A Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), deputada Cristina Almeida (PSB), falou, em sessão virtual realizada nesta quinta-feira (04/6/2020) com as integrantes da procuradoria, Telma Gurgel (Podemos) e Edna Auzier (PSD), sobre a escassez de informações, em virtude do sigilo imposto pela polícia francesa ao andamento das investigações do assassinato da brasileira Karina Antonia Gama de Souza, 22 anos, ocorrido em Cacao, na Guiana Francesa, no dia 12 de maio deste ano.

O pouco de informações que chegou à procuradoria foi por meio da família e do contato com o Oficial de Ligação da Polícia Federal, Domingos Rodrigues, e com o Cônsul-Geral do Brasil na Guiana Francesa, Embaixador Manoel Antonio Games Pereira, os quais informaram à parlamentar que as investigações ocorrem sob sigilo.

Segundo a parlamentar, o crime tratado como feminicídio está cercado de dúvidas e incertezas. A morte de Karina ocorreu no dia 12 de maio. O corpo da jovem foi encontrado pelos policiais três dias depois. E somente dez dias após a localização do corpo, as autoridades informaram à família de Karina sobre o assassinato.

"Essa escassez de informações nos mantém engessadas e impossibilitadas sobre as medidas a serem tomadas. Entendemos e respeitamos a legislação francesa, mas é preciso maior celeridade para solucionar o caso, pois a liberação do corpo de Karina para o sepultamento está condicionada a conclusão do inquérito", reportou a deputada.

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Nesta quinta-feira, brasileiros que residem na Guiana Francesa participaram de uma manifestação pacífica contra o feminicídio, violência de gênero e cobraram respostas sobre a morte da jovem Karina. Os manifestantes andaram por ruas da Guiana Francesa com faixas e cartazes com a foto da brasileira.

Mesmo com poucas informações, tanto a Procuradoria Especial da Mulher como a Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio irão encaminhar ofícios as autoridades brasileiras para que possam acompanhar as movimentações sobre o caso. "A família da vítima não consegue nem fazer o sepultamento de Karina; temos que intervir e tentar junto às autoridades brasileiras ferramentas necessárias para que o caso seja esclarecido e os parentes possam fazer o enterro", sustentou Cristina Almeida.

Até o momento, o único suspeito pelo crime é o ex-marido da vítima, que não teve o nome revelado.

Fotos: Divulgação

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